{"id":90937,"date":"2024-09-06T13:57:48","date_gmt":"2024-09-06T16:57:48","guid":{"rendered":"http:\/\/aluzerna.com.br\/?p=90937"},"modified":"2024-09-06T13:57:48","modified_gmt":"2024-09-06T16:57:48","slug":"e-do-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aluzerna.com.br\/?p=90937","title":{"rendered":"\u00c9 do humano."},"content":{"rendered":"<h6><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/www.aluzerna.com.br\/2024\/06-09-2024a.jpg\" alt=\"\" width=\"436\" height=\"435\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">| &#8220;\u4f86\u81ea\u5916\u592a\u7a7a\u7684\u8a0a\u606f #1&#8243;\/Chen Ting-shih |<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"color: #00ff00;\">\u21c5<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><span style=\"color: #000000; text-decoration: underline;\">Dos horrores do capitalismo<\/span><\/em><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #000000;\">por Elaine Tavares<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Um homem foi queimado vivo na Beira-Mar (morada dos ricos) em Florian\u00f3polis. Estava rolando uma festa ali, mas ningu\u00e9m viu. O homem era pobre e preto. A m\u00eddia diz que ele tinha passagem pela pol\u00edcia, como se isso justificasse. O horror. Ele lembra que ouviu risos. Ou seja, quem ateou fogo nele, riu, achou engra\u00e7ado. E foi embora, certo da impunidade. A pol\u00edcia n\u00e3o sabe de nada, n\u00e3o tem imagens no local (coisa bem estranha, visto que \u00e9 a regi\u00e3o mais nobre da ilha) e chegou a pensar que ele tinha sumido do hospital, aparentemente sem se importar muito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Um velho morreu congelado em Paris, Fran\u00e7a, num bairro elegante. Sentiu-se mal, caiu no ch\u00e3o e ningu\u00e9m, absolutamente ningu\u00e9m, se importou de ver o que estava acontecendo. Era uma noite fria, de inverno. Ele ficou ali ca\u00eddo por nove horas e a primeira pessoa que se acercou dele pra ver se estava vivo foi um morador de rua. Provavelmente as pessoas que passaram por ele acharam que era um b\u00eabado ou um homem da rua e, isso, por si s\u00f3, era uma indica\u00e7\u00e3o de que deveria ser deixado ali. Quando na manh\u00e3 seguinte soube-se que era um fot\u00f3grafo famoso, a como\u00e7\u00e3o foi grande. Teria sido se fosse s\u00f3 um andarilho? Com certeza n\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Um garoto de 24 anos, pobre e preto, foi espancado, amarrado, e espancado de novo, por ter ido cobrar seu sal\u00e1rio do dono de um quiosque no Rio de Janeiro. Se algu\u00e9m viu o horror, n\u00e3o se manifestou. E cerca de cinco caras mataram o jovem africano porque ele ousou pedir o que lhe era direito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Essas s\u00e3o cenas de horror que acontecem praticamente todos os dias em quase todos os lugares do mundo onde impera o capitalismo. Porque neste modo de produ\u00e7\u00e3o, no qual a explora\u00e7\u00e3o do outro \u00e9 base, h\u00e1 uma completa falta de preocupa\u00e7\u00e3o com o pobre, o ca\u00eddo, o oprimido, o trabalhador. N\u00e3o h\u00e1 empatia, n\u00e3o h\u00e1 comprometimento. No geral as pessoas preferem n\u00e3o se envolver. Se est\u00e1 apanhando, alguma coisa fez! Se est\u00e1 a\u00ed no ch\u00e3o, boa coisa n\u00e3o \u00e9. Se foi queimado \u00e9 porque estava incomodando. \u00c9 o que a maioria pensa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Para n\u00f3s, que nos horrorizamos, \u00e9 sempre importante lembrar o \u00f3bvio: as sa\u00eddas n\u00e3o s\u00e3o individuais. A sa\u00edda \u00e9 coletiva. Para que isso n\u00e3o mais aconte\u00e7a h\u00e1 que mudar a maneira como a sociedade se organiza. Por isso que a \u00fanica forma de acabar com essas trag\u00e9dias \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um modo de vida no qual a coopera\u00e7\u00e3o, a solidariedade e a justi\u00e7a existam de verdade. \u00c9 necess\u00e1rio que venha o socialismo e depois o comunismo. Claro que ainda acontecer\u00e3o trag\u00e9dias, \u00e9 do humano, mas, certamente n\u00e3o ser\u00e1 algo cotidiano como \u00e9 hoje no mundo capitalista. Disso eu tenho a mais absoluta certeza.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Queria que todos pudessem ter essa certeza tamb\u00e9m e, desde a\u00ed, construir esse mundo novo, a partir da revolu\u00e7\u00e3o. Afinal, apenas chorar n\u00e3o resolve&#8230;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>{<\/strong> <em>Palavras Insurgentes<\/em> <strong>}<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #00ff00;\">\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| &#8220;\u4f86\u81ea\u5916\u592a\u7a7a\u7684\u8a0a\u606f #1&#8243;\/Chen Ting-shih | \u21c5 Dos horrores do capitalismo por Elaine Tavares Um homem foi queimado vivo na Beira-Mar (morada dos ricos) em Florian\u00f3polis. Estava rolando uma festa ali, mas ningu\u00e9m viu. O homem era pobre e preto. A m\u00eddia diz que ele tinha passagem pela pol\u00edcia, como se isso justificasse. O horror. 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