{"id":81017,"date":"2021-07-19T08:48:42","date_gmt":"2021-07-19T11:48:42","guid":{"rendered":"http:\/\/aluzerna.com.br\/?p=81017"},"modified":"2021-07-19T08:48:42","modified_gmt":"2021-07-19T11:48:42","slug":"islamofobia-ordem-e-progresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aluzerna.com.br\/?p=81017","title":{"rendered":"Islamofobia, Ordem e Progresso"},"content":{"rendered":"<h6><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/www.aluzerna.com.br\/2021\/19-07-2021a.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"392\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">| &#8220;Hijab Girl&#8221;\/Erik Hermawan |<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"color: #00ff00;\">\u21c5<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>&#8220;O brasileiro n\u00e3o \u00e9 preconceituoso!&#8221;.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Ou cad\u00ea as manas ocidentais, seletivas\u00a0a\u00a0quem n\u00e3o &#8220;soltar a m\u00e3o&#8221;&#8230;<\/em>\u00a0(Ricardo S.)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #00ff00;\">\u21ca<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><em><span style=\"color: #000000; text-decoration: underline;\">Preconceito e Cusparadas: Um Retrato das Mu\u00e7ulmanas no Brasil<\/span><\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #000000;\">Mu\u00e7ulmanas brasileiras encontram dificuldades de se inserir na sociedade por preconceitos recorrentes, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vestimenta.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #000000;\">A Reda\u00e7\u00e3o<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #00ff00;\"><strong>.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">. As mulheres mu\u00e7ulmanas que vivem no Brasil enfrentam bastante preconceito, sobretudo por causa da maneira como se vestem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">. Elas costumam sofrer agress\u00f5es, dificuldades para arrumar emprego e, muitas vezes, s\u00e3o for\u00e7adas a tirar o v\u00e9u para conseguir ter acesso a direitos b\u00e1sicos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">. Em alguns casos, as brasileiras que se convertem s\u00e3o estigmatizadas pelas mu\u00e7ulmanas estrangeiras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">. Mesmo com tantos problemas, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal garante alguns direitos a elas e, caso seja necess\u00e1rio, \u00e9 preciso faz\u00ea-los valer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Mulheres trabalhadoras, m\u00e3es, irm\u00e3s, esposas e cidad\u00e3s que lidam com uma rotina parecida com a de qualquer pessoa no pa\u00eds, mas com um diferencial: s\u00e3o mu\u00e7ulmanas. A princ\u00edpio, a f\u00e9 delas diria respeito apenas a alguns costumes como usar o v\u00e9u, n\u00e3o consumir \u00e1lcool, n\u00e3o tocar em uma pessoa do sexo oposto, fazer cinco ora\u00e7\u00f5es por dia, entre outros. No entanto, no Brasil, essas pequenas diferen\u00e7as religiosas muitas vezes se transformam em enormes barreiras sociais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Praticar o Islam em um pa\u00eds onde n\u00e3o existem muitas informa\u00e7\u00f5es sobre o assunto \u00e9 complicado, sobretudo, para as mulheres, que rapidamente s\u00e3o associadas \u00e0 religi\u00e3o por causa do v\u00e9u que usam. No Brasil, ser reconhecida como mu\u00e7ulmana \u00e9 estar associada a estere\u00f3tipos que s\u00e3o muito divulgados, como terrorista, fan\u00e1tica, sexista, anti\u00e9tica, entre outras fal\u00e1cias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">No entanto, ao observar a vida dessas mulheres, o que vemos s\u00e3o pessoas simples, que reconhecem o valor de sua pr\u00f3pria f\u00e9, sem tentar imp\u00f4-la para a vida de outras pessoas. Acima de tudo, elas querem respeito pelo estilo de vida e conduta que decidiram adotar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><span style=\"color: #000000;\">Como \u00e9 usar o Hijab no Brasil<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Embora os relatos sejam diferentes, na maioria das vezes as mu\u00e7ulmanas contam hist\u00f3rias em que foram discriminadas por causa de sua f\u00e9. A comerciante Janete Ali Hammoud viveu as experi\u00eancias de andar sem e com o hijab em dois pa\u00edses: ela nasceu no Brasil, mas foi morar por alguns anos no L\u00edbano e come\u00e7ou a usar o v\u00e9u enquanto vivia no pa\u00eds do Oriente M\u00e9dio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Janete relata que quando morava no Brasil, mas n\u00e3o usava o v\u00e9u, nunca passou por nenhum problema. De acordo com ela, era sempre bem recebida na escola e no trabalho. Em 2001, ela se mudou para o L\u00edbano e passou algum tempo sem usar o hijab. Mesmo assim, nunca sofreu nenhum tipo de preconceito por parte dos libaneses. \u201cO L\u00edbano, para mim, foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida,\u201d afirma Janete. \u201cDepois de uns 20 dias (ap\u00f3s sua chegada), j\u00e1 comecei a trabalhar\u201d, completou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ela permaneceu no L\u00edbano por cinco anos. Mas em 2006, quando Israel come\u00e7ou a bombardear o pa\u00eds em resposta aos ataques do grupo Hezbollah contra as For\u00e7as Armadas Israelenses, foi obrigada a voltar para o Brasil. Na ocasi\u00e3o, a filha de Janete tinha apenas um ano de idade e as duas voltaram para a Am\u00e9rica do Sul em um avi\u00e3o da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A volta para o Brasil foi um recome\u00e7o, em v\u00e1rios sentidos desta palavra. Nesta \u00e9poca, Janete j\u00e1 usava o v\u00e9u e n\u00e3o estava disposta a abrir m\u00e3o dele. Por causa disso, ela come\u00e7ou a ouvir ofensas, sofreu agress\u00f5es verbais na rua e, uma vez, chegaram at\u00e9 a cuspir nela. A vestimenta tamb\u00e9m dificultou para que ela conseguisse um emprego na \u00e1rea de instrumenta\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, na qual atua. H\u00e1 cinco anos, ap\u00f3s sofrer com o desemprego, ela come\u00e7ou a vender hijabs pela internet e hoje ajuda outras mu\u00e7ulmanas a seguir a religi\u00e3o. \u201cSou feliz assim, n\u00e3o mudaria\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span style=\"color: #000000;\">Profissionais usando Hijab<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A discrimina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente na hora de buscar por uma vaga de trabalho. Salwa Hammoud El Kadri \u00e9 estudante de odontologia. Ela voltou para faculdade ap\u00f3s oito anos buscando emprego, sem obter sucesso. Entre os principais motivos que as empresas alegavam, muitas vezes estava o hijab.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Salwa se formou em enfermagem e, ap\u00f3s a gradua\u00e7\u00e3o, buscou emprego em diversos hospitais. Ela tirou boas notas em v\u00e1rias provas de sele\u00e7\u00e3o. Na hora da entrevista, por\u00e9m, seu visual n\u00e3o era bem visto pelos entrevistadores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u201cEu passei em um hospital, fiz a prova, fui excelente e uma mo\u00e7a do RH me ligou e falou assim: \u2018Parab\u00e9ns, Salwa, voc\u00ea foi muito bem, tirou 9,8\u2019. Quase tirei 10\u201d, relata Salwa. No entanto, no dia seguinte, quando ela levou os documentos necess\u00e1rios para a entrevista, veio a surpresa. \u201cQuando eu entrei na recep\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o falou nada de cara, depois ela disse: \u2018eu vou fazer uma entrevista com voc\u00ea, mas a gente n\u00e3o tem nenhuma vaga para agora. Eu s\u00f3 vou fazer uma entrevista e, quando surgir a vaga, eu entro em contato com voc\u00ea\u2019\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Em outro hospital, Salwa precisou fazer a mesma prova tr\u00eas vezes para ser contratada, sempre obtendo boas notas. Ela ouviu de algumas pessoas que deveria desistir e tentar alguma outra coisa, mas n\u00e3o cedeu. Ao ser admitida, ela descobriu atrav\u00e9s de conversas que seus chefes n\u00e3o queriam contrat\u00e1-la porque a imagem do hospital seria associada a uma religi\u00e3o. De acordo com Salwa, eles temiam que, por usar um hijab, em algum momento ela faria cultos e prega\u00e7\u00f5es. \u201cFiquei muito chateada com isso\u201d, lamenta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><span style=\"color: #000000;\">Preconceitos no Meio Social<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Em alguns casos, quando mu\u00e7ulmanos convertidos assumem sua nova identidade religiosa, ocorre estranhamento por parte de familiares e amigos. \u00c0s vezes, alguns constrangimentos s\u00e3o causados at\u00e9 mesmo entre membros da comunidade mu\u00e7ulmana. Fatimah Hannah \u00e9 convertida e conta que usou o hijab durante um tempo, mas a press\u00e3o da sociedade fez com que ela mudasse a amarra\u00e7\u00e3o do len\u00e7o para um turbante, por ser mais socialmente aceito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u201cQuando eu ainda usava hijab, calhou de, em um momento de compra, conversar com uma mulher que trabalhava no consulado de um pa\u00eds \u00e1rabe aqui em S\u00e3o Paulo. Ela me fez algumas perguntas e, dentre elas: \u2018Por que voc\u00ea est\u00e1 usando isso? Voc\u00ea quer se casar com um \u00e1rabe?\u2019 E eu, super ing\u00eanua na \u00e9poca, fiquei perplexa! Como assim? O que tem a ver uma coisa com a outra? N\u00e3o \u00e9 por Allah que fazemos isso? Esse mesmo pensamento lidera nas mesquitas. As mulheres da comunidade \u00e1rabe n\u00e3o veem as mulheres convertidas com bons olhos e acham que n\u00f3s vamos at\u00e9 l\u00e1 com o objetivo de arrumar um casamento\u201d, afirma Fatimah.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Al\u00e9m de se sentirem como estranhas no pr\u00f3prio ambiente familiar, entre os amigos e nas mesquitas, as brasileiras convertidas n\u00e3o t\u00eam seus costumes respeitados nem pelo pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u201cFui renovar meu RG. Era uma situa\u00e7\u00e3o emergencial e eu tinha poucos dias para isso devido \u00e0 proximidade da data de uma viagem. Agendei no Poupatempo e l\u00e1 fui obrigada a tirar o len\u00e7o para tirar a foto porque eu deveria ter levado uma declara\u00e7\u00e3o de que sou mu\u00e7ulmana, emitida pela mesquita. Bem, n\u00e3o havia tempo h\u00e1bil para isso, tive que tirar uma foto sem len\u00e7o para cumprir a regra. Nessa altura, eu estava chorando\u2026 Ent\u00e3o, pode imaginar como \u00e9 que ficou a foto. Esse epis\u00f3dio calou fundo. Foi nele que senti, profundamente, que estava na minha terra, onde nasci, mas que tinha regras especiais para mim porque eu tinha abra\u00e7ado uma f\u00e9 que causa o sentimento de desconfian\u00e7a nas pessoas.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span style=\"color: #000000;\">Combate ao Preconceito<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A principal luta das mulheres ainda \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o. \u201cAcho que o maior desafio \u00e9 deixar de ser \u2018a mulher mu\u00e7ulmana\u2019. Ningu\u00e9m fala: \u2018fulana, que \u00e9 cat\u00f3lica\u2019, \u2018sicrana, que \u00e9 umbandista, kardecista, judia\u2019. As demais religi\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o normalizadas. J\u00e1 adquiriram espa\u00e7o mental e emocional na coletividade. J\u00e1 n\u00e3o causa estranheza, tampouco medo\u201d, afirma Fatimah.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">No entanto, o cotidiano dessas mulheres faz com que elas acreditem que ainda ser\u00e1 necess\u00e1rio muito esfor\u00e7o para que elas possam ser aceitas da maneira como s\u00e3o. \u201cEu n\u00e3o tenho muitas esperan\u00e7as. Sinceramente, acho que pode mudar, mas daqui a muito tempo, n\u00e3o por agora\u201d, lamenta Salwa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Muitas vezes, o caminho que torna a mudan\u00e7a poss\u00edvel \u00e9 a informa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a maior aliada na luta contra a ignor\u00e2ncia. \u201cAs pessoas t\u00eam uma vis\u00e3o bem diferente do que \u00e9 ser uma mu\u00e7ulmana mulher. Acham que somos obrigadas a usar (o v\u00e9u), acham que somos ricos (risos), acham que apanhamos, ent\u00e3o o preconceito come\u00e7a pela falta de saber, realmente, o que somos. Somos pessoas normais\u201d, afirma Janete.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span style=\"color: #000000;\">Os Direitos das Mu\u00e7ulmanas<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A luta contra a intoler\u00e2ncia religiosa est\u00e1 muito longe de chegar ao fim, sobretudo para as mulheres mu\u00e7ulmanas, que carregam a f\u00e9 inclusive na maneira de se vestir. \u00c9 necess\u00e1ria muita conscientiza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m \u00e9 preciso que busquem seus direitos, se estes forem violados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Caso enfrentem algum problema, o advogado e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Juristas Isl\u00e2micos (ANAJI), Girrad Sammour, orienta aos seguidores do Islam que, em casos de agress\u00e3o ou discrimina\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante que a v\u00edtima tenha testemunhas ou provas do ocorrido. \u201cPode ser um print do WhatsApp ou um \u00e1udio, ou mesmo os dados da pessoa que testemunhou o fato, e imediatamente registre um Boletim de Ocorr\u00eancia. Pode ser feito nas delegacias especializadas, e em outras (cidades que n\u00e3o possuem delegacias para crimes religiosos) pode ser em uma delegacia comum\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Quanto ao constrangimento de ter que tirar o hijab em \u00f3rg\u00e3o p\u00fablicos, as mu\u00e7ulmanas t\u00eam seus direitos garantidos pela lei brasileira. No entanto, \u00e9 importante que elas tenham um registro do que aconteceu, a fim de evitar problemas. \u201cA mulher n\u00e3o precisa tirar o v\u00e9u em qualquer \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico, pois isso fere o artigo 5\u00ba, inciso VI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que protege a liturgia e o credo da pessoa. Mas, para tirar uma CNH com o v\u00e9u, ela precisa de uma declara\u00e7\u00e3o da mesquita, que deve ser levada ao \u00f3rg\u00e3o de tr\u00e2nsito para que a foto seja validada\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Caso necessite de d\u00favidas ou orienta\u00e7\u00f5es, a mulher tamb\u00e9m pode procurar a ANAJI atrav\u00e9s do e-mail: <em>contato@anaji.org.br<\/em>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>{<\/strong> <em>Iqara Islam<\/em> <strong>}<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #00ff00;\">\u2022<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #00ff00;\">\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591\u2591<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| &#8220;Hijab Girl&#8221;\/Erik Hermawan | \u21c5 &#8220;O brasileiro n\u00e3o \u00e9 preconceituoso!&#8221;. 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