{"id":2210,"date":"2015-08-24T19:09:00","date_gmt":"2015-08-24T23:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/aluzerna.com.br\/?p=2210"},"modified":"2016-07-30T13:07:15","modified_gmt":"2016-07-30T17:07:15","slug":"2210","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/aluzerna.com.br\/?p=2210","title":{"rendered":"A guerrilha dos seis livros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3780\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015a.jpg\" alt=\"24-08-2015a\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015a.jpg 500w, http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015a-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u201cQuem \u00e9 que est\u00e1 fazendo pesadelos na cabe\u00e7a do s\u00e9culo?\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Tom Z\u00e9 cantarola a indaga\u00e7\u00e3o na m\u00fasica &#8216;A bab\u00e1&#8217; desde 1972, quando lan\u00e7ou o \u00e1lbum &#8216;Se o caso \u00e9 chorar&#8217;, mas se a d\u00favida do tropicalista era em rela\u00e7\u00e3o ao s\u00e9culo XX, por exemplo, toda a sua inquietude poderia ganhar um sopro de amenidade se tivesse dado uma passada no sul do pa\u00eds, especificamente em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. N\u00e3o, na capital dos ga\u00fachos n\u00e3o existia um Or\u00e1culo de Delfos, mas algumas prosas com certo jornalista o fariam restringir as d\u00favidas, e ao menos alguns nomes e circunst\u00e2ncias Fl\u00e1vio Alcaraz Gomes teria condi\u00e7\u00f5es de passar para o m\u00fasico, afinal, a partir de 1944 esse (hoje) senhor come\u00e7ou a trilhar o caminho rumo \u00e0s reda\u00e7\u00f5es e est\u00fadios de jornais, r\u00e1dios e tev\u00eas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3781\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015b.jpg\" alt=\"24-08-2015b\" width=\"200\" height=\"201\" srcset=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015b.jpg 200w, http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015b-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Para construir o racioc\u00ednio, remonto a 2003, ano em que tive acesso, a priori, ao nome e alcunha do jornalista, gra\u00e7as \u00e0 sintonia na TV2 Gua\u00edba, ou simplesmente TV Gua\u00edba, canal 2, no programa &#8216;Os Guerrilheiros da Not\u00edcia&#8217;. Um grupo de pessoas das mais diversas profiss\u00f5es \u2013 e n\u00e3o somente ligadas \u00e0 Comunica\u00e7\u00e3o Social \u2013 se encontra diariamente para destrinchar temas recorrentes (ou nem tanto assim) ao espectador, sempre sob o comando de Alcaraz. A produ\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria do di\u00e1rio televisivo, se comparada ao Padr\u00e3o Globo de Qualidade, e o nome Guerrilheiros, chamaram a aten\u00e7\u00e3o, ou o que falar desse termo t\u00e3o pejorativo aos ouvidos leigos? Ainda mais numa televis\u00e3o, ser\u00e1 que toda uma audi\u00eancia estaria \u00e0s v\u00e9speras de se tornar subversiva? Pode deixar a mania de persegui\u00e7\u00e3o de lado, pois revolu\u00e7\u00e3o pela m\u00eddia \u00e9 diagn\u00f3stico quim\u00e9rico ou que d\u00e1 passos de tartaruga, e o Guerrilheiros n\u00e3o foge da dosimetria dos ve\u00edculos de massa. Isolando determinadas opini\u00f5es emitidas no di\u00e1rio, ficou mantida a d\u00favida e a persist\u00eancia aumentou ao constatar, como todo tema negativo, que as primeiras informa\u00e7\u00f5es sobre o Fl\u00e1vio remetiam ao crime de abril de 1976. Aproveitei o emaranhado de informa\u00e7\u00f5es para traduzi-las.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Dito e feito! Em pouco tempo, o desenrolar que conduzia ao jornalista era envolvente, pois al\u00e9m da televis\u00e3o, apareceram jornais (Correio do Povo, Zero Hora\u2026), e r\u00e1dio ent\u00e3o, a especialidade da casa. No dial, Alcaraz foi pioneiro desde as transmiss\u00f5es na Copa do Mundo de 1958; no off tube da Copa de 1966, na Inglaterra; e ainda nos mundiais futebol\u00edsticos, a sua \u00faltima Copa em 70 e a chefia da delega\u00e7\u00e3o radiojornal\u00edstica brasileira no pa\u00eds de Emiliano Zapata. O transistor foi parceiro na sua carreira, sendo que tal descoberta motivou as seguintes linhas: ele transformou quatro das suas reportagens (publicadas em boletins radiof\u00f4nicos ou p\u00e1ginas de jornal) numa quadra de livros, fora os tr\u00eas mais recentes, que n\u00e3o deixam de remeter ao que foi captado dos fronts para as antenas de r\u00e1dio e respectivos ouvintes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3782\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015c.jpg\" alt=\"24-08-2015c\" width=\"169\" height=\"250\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O ano era 1967 e foi na Guerra dos Seis Dias que ele entrou para o rol de escritores, ao imprimir a sua vers\u00e3o sobre o conflito que envolveu Israel, Egito, Jord\u00e2nia e S\u00edria. Ou voc\u00ea nunca se ligou que esse (e os m\u00faltiplos motivos) \u00e9 um conflito milenar? Ent\u00e3o, o rep\u00f3rter, que havia passado no Vietn\u00e3, seguira da terra dos vietcongues para a Venezuela (!), It\u00e1lia e o desembarque na capital eg\u00edpcia, Cairo. Em linguagem clara, ali\u00e1s, como os livros que estavam por vir, Alcaraz atribui o subt\u00edtulo &#8216;Dram\u00e1tico relato de um jornalista brasileiro presente no campo de batalha&#8217;, passando pelos dois lados em beliger\u00e2ncia \u2013 Cairo e Tel Aviv. Em tempo, viciado em a\u00e7\u00e3o, como pode ser visto no document\u00e1rio &#8216;Itiner\u00e1rios de um Rep\u00f3rter&#8217; (2006), foi a falta de aventura que o conduzira a Israel, ap\u00f3s alguns dias com os habibs. Segundo Gomes, a popula\u00e7\u00e3o do Egito estava alheia \u00e0 guerra, se for levado em conta o discurso fatalista de Nasser, l\u00edder daquele pa\u00eds e executor do bloqueio do Canal de \u00c1caba aos judeus, medida que inviabilizava solu\u00e7\u00f5es pac\u00edficas, como deixou claro o Ministro do Exterior israelense, Abba Eban, em discurso na ONU. A fala est\u00e1 reproduzida integralmente no primog\u00eanito &#8216;Morrer por Israel&#8217;). Outras raridades do livro s\u00e3o as entrevistas com Nasser, no Cairo, e Moshe Dayan, homem da guerra no Estado de Israel. Desde o primeiro tiro \u2013 dado por Israel \u2013 ao recuo eg\u00edpcio do territ\u00f3rio referente ao canal disputado, seis dias que ganharam os alto-falantes e as p\u00e1ginas da Edit\u00f4ra Globo (isso, com circunflexo!).<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_3783\" style=\"width: 195px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3783\" class=\"size-full wp-image-3783\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015d.jpg\" alt=\"&quot;War for territory&quot;\" width=\"185\" height=\"300\" \/><p id=\"caption-attachment-3783\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;War for territory&#8221;<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Cumprindo a sina de correspondente internacional, m\u00e1quina de escrever, lentes fotogr\u00e1ficas e gravadoras foram levadas no ano seguinte, 1968, \u00e0 esperada confer\u00eancia de paz entre os Estados Unidos e o Vietn\u00e3, em Paris. Sem mentir ao contestar a lenga-lenga que sempre envolve acordos governamentais, o faro jornal\u00edstico do Fl\u00e1vio foi \u201cagraciado\u201d pela iminente explos\u00e3o das insatisfa\u00e7\u00f5es juvenis na capital francesa. Havia meses, universit\u00e1rios das principais universidades da Fran\u00e7a reivindicavam altera\u00e7\u00f5es nos procedimentos acad\u00eamicos, e \u00e0 \u00e9poca da citada reuni\u00e3o de paz eclode a insurrei\u00e7\u00e3o de Daniel Cohn-Bendit, Jacques Sauvageot e seus enrag\u00e9s (raivosos), que zoaram com a sobriedade do General De Gaulle, com as universidades de Sorbonne e Nanterre, e claro, com os flics, os policiais encarregados da repress\u00e3o. Da mesma maneira que os trabalhadores e distantes da realidade social dos \u201cricos\u201d estudantes, desencadearam o processo que parou a Fran\u00e7a naquele m\u00eas de maio, a imprensa \u201cmaior\u201d daquele pa\u00eds fez ouvidos moucos e fingiu de morta durante a rebeli\u00e3o, como informa o autor, cabendo \u00e0 imprensa \u201cnanica\u201d a cobertura do pr\u00e9lio. E l\u00e1 estava Monsieur Gomes, enviando textos e boletins para o Brasil\u2026 Sempre dado ao que no universo fonogr\u00e1fico ganharia o nome de bonus tracks, Fl\u00e1vio juntou uma entrevista com, nada mais, nada menos que Jean Paul Sartre e Daniel \u201cLe Rouge\u201d Cohn-Bendit, o primeiro a indagar o segundo. N\u00e3o \u00e9 bom deixar de frisar o acervo fotogr\u00e1fico e qualidade das imagens, quase todas da ag\u00eancia Gamma. O livro saiu tamb\u00e9m pela Edit\u00f4ra Globo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3784\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015e.jpg\" alt=\"24-08-2015e\" width=\"172\" height=\"250\" \/><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_3785\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3785\" class=\"wp-image-3785 size-full\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015f.jpg\" alt=\"24-08-2015f\" width=\"336\" height=\"194\" srcset=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015f.jpg 336w, http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015f-300x173.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><p id=\"caption-attachment-3785\" class=\"wp-caption-text\">O bicho pegando nas ruas de Paris<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Em 1972, o Brasil fervia entre botas, fuzis e capacetes, como diria a banda Olho Seco nos anos 80. Comunistas comedores de criancinhas de um lado, militares bondosos do outro, e o povo no meio do fogo cruzado despropositado, atmosfera prop\u00edcia a um \u201cgrande evento\u201d. A bola da vez seria a Amaz\u00f4nia, especificamente a Transamaz\u00f4nica, que virou fetiche pol\u00edtico da doutrina nacionalista ma non troppo. Pelos quil\u00f4metros percorridos em busca da not\u00edcia, quem n\u00e3o deveria faltar nos igarap\u00e9s amaz\u00f4nicos? Alcaraz parte da Porto Alegre subtropical para o calor equatorial da floresta, ap\u00f3s o convite do ministro Lu\u00eds Fernando Cirne Lima, desta feita, estendendo ao fot\u00f3grafo Santos Vidarte, igualmente do Correio do Povo. Os dois retrataram em \u00e1udio, letras e imagens, o sonho da ditadura militar, que dentre os in\u00fameros enfoques apresentados tanto pelo governo \u2013 no discurso do Ministro Andreazza, que abre o livro \u2013 quanto pelos rep\u00f3rteres, imortalizaram o projeto que, anos depois, findou em elefante branco. Percebe-se que o projeto n\u00e3o foi execr\u00e1vel na vontade, provavelmente mal planejado e executado, mas \u00e9 fato que o discurso patri\u00f3tico e as suas ressalvas definham na pol\u00edtica atual, ecos do Neoliberalismo. Sulistas, nortistas, brasileiros em geral tiveram (ter\u00e3o) que esperar (e esperam!) dias melhores para usufruir de algum projeto real de integra\u00e7\u00e3o. Idem quanto \u00e0 floresta, que sofre h\u00e1 s\u00e9culos a extra\u00e7\u00e3o meramente explorat\u00f3ria, mais antropoc\u00eantrica que ecol\u00f3gica, sintoma destacado em &#8216;Transamaz\u00f4nica \u2013 A Redescoberta do Brasil&#8217;. Os sintomas de biopirataria tamb\u00e9m estavam l\u00e1!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3786\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015g.jpg\" alt=\"24-08-2015g\" width=\"171\" height=\"250\" \/><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_3787\" style=\"width: 330px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3787\" class=\"wp-image-3787 size-full\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015h.jpg\" alt=\"24-08-2015h\" width=\"320\" height=\"216\" srcset=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015h.jpg 320w, http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015h-300x203.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><p id=\"caption-attachment-3787\" class=\"wp-caption-text\">Santos Vidarte (E), Alcaraz (D), no front verde<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_3788\" style=\"width: 243px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3788\" class=\"wp-image-3788 size-full\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015i.jpg\" alt=\"24-08-2015i\" width=\"233\" height=\"308\" srcset=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015i.jpg 233w, http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015i-227x300.jpg 227w\" sizes=\"auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><p id=\"caption-attachment-3788\" class=\"wp-caption-text\">As agrovilas para os colonos<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Mesmo que a sociedade brasileira vivesse o per\u00edodo ditatorial, Fl\u00e1vio arrumou as malas em 1975 e foi \u00e0 China. E convenhamos, os generais nem deveriam emba\u00e7ar com ele, pois a amola\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica da \u201cCortina de Bambu\u201d e os quatro anos na fila de espera por um visto j\u00e1 honrava as pretens\u00f5es do rep\u00f3rter. Da chegada a Shangai, passando por Pequim e interiores do pa\u00eds, foi nesse escrito que Alcaraz atenua a \u201cfama\u201d de direitista, que virou dilema no livro &#8216;Profiss\u00e3o Rep\u00f3rter&#8217;. Em alguns momentos auto-enquadrado de pequeno burgu\u00eas, ele literalmente viaja pelo continente chin\u00eas, contando desde a contribui\u00e7\u00e3o ao sistema revolucion\u00e1rio do gesto reles de matar mosca (!) \u00e0 \u00d3pera de Pequim, \u00e0 final do campeonato de futebol local entre Cant\u00e3o e Pequim (que ele n\u00e3o conta, para a curiosidade dos amantes do esporte bret\u00e3o, quem venceu), \u00e0s pol\u00edticas de (n\u00e3o) natalidade, \u00e0 iguaria culin\u00e1ria recomendada ao vivo de Porto Alegre a Pequim entre ele e \u00c9rico Ver\u00edssimo: Pato Laqueado de Pequim. Outro ponto curioso foi a experi\u00eancia com a acupuntura, tanto como espectador quanto paciente, na qual aproveita para relatar como essa pr\u00e1tica contribuiu de maneira incisiva para as frentes de batalha de Mao Ts\u00e9-Tung, durante o rompimento das amarras chinesas ante o Ocidente. Detalhe: a estada sempre resguardada por tr\u00eas fi\u00e9is escudeiros designados pelo Partido Comunista. No papo com o pr\u00f3prio Fl\u00e1vio, ao final da reportagem, ele se diz encantado com o que viu, e uma das provas est\u00e1 no &#8216;Um Rep\u00f3rter na China&#8217;: \u201cMesmo privando seu povo da liberdade, a Revolu\u00e7\u00e3o tornou o cidad\u00e3o digno.\u201d Ficou tudo registrado, textualmente falando, nas p\u00e1ginas deste livro lan\u00e7ado pela Editora Garatuja e o Correio do Povo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3789\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015j.jpg\" alt=\"24-08-2015j\" width=\"170\" height=\"250\" \/><\/p>\n<div id=\"attachment_3790\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3790\" class=\"wp-image-3790 size-full\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015k.jpg\" alt=\"24-08-2015k\" width=\"350\" height=\"227\" srcset=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015k.jpg 350w, http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015k-300x195.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><p id=\"caption-attachment-3790\" class=\"wp-caption-text\">Comuneiros no arrozal vermelho<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Duas publica\u00e7\u00f5es que distam 12 anos entre si, mas apresentam a semelhan\u00e7a do formato \u201cdi\u00e1rio\u201d. Nem por isso registram causas id\u00eanticas, ao contr\u00e1rio, &#8216;Prisioneiro 39310 \u2013 Profiss\u00e3o Rep\u00f3rter&#8217; (L &amp; PM) guarda uma passagem n\u00e3o muito entusiasmante para o andarilho da informa\u00e7\u00e3o. No ano seguinte \u00e0 investida no territ\u00f3rio chin\u00eas, paira a circunst\u00e2ncia do homic\u00eddio de 11 de abril de 1976! Assim, a pedido dos pr\u00f3prios editores, enquanto encarcerado, Fl\u00e1vio enumera em 167 p\u00e1ginas o per\u00edodo que compreende desde o crime at\u00e9 a soltura. S\u00e3o v\u00e1rias nuances descobertas no pres\u00eddio, local que n\u00e3o rimava com o rep\u00f3rter campe\u00e3o em milhagens. Preso seria a \u00faltima pauta para um pr\u00f3ximo livro, uma nova reportagem; Cuba, Cor\u00e9ia do Norte, sabe-se l\u00e1, tudo menos o cadeado. O leitor ir\u00e1 se deparar com o infort\u00fanio mais em n\u00edvel descritivo, sem muito detalhamento e contradit\u00f3rio, um estopim para as pr\u00f3ximas p\u00e1ginas. Importante ver a linha t\u00eanue entre a liberdade e o c\u00e1rcere, entre o voo e a amarra. Dolo ou culpa n\u00e3o valem muito para o leitor, principalmente se houver um estudo cronol\u00f3gico destes livros, e independente do protagonista, fica a \u201cli\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3791\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015l.jpg\" alt=\"24-08-2015l\" width=\"163\" height=\"250\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3792\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015m.jpg\" alt=\"24-08-2015m\" width=\"162\" height=\"246\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&#8216;Di\u00e1rios de um Rep\u00f3rter&#8217;, de 2004, \u00e9 a outra obra. Como diz a contracapa, \u201c\u00e9 um balan\u00e7o da vida de um homem apaixonado pela sua profiss\u00e3o\u201d. Aqui ele narra tudo o que virou livro ou n\u00e3o, ali\u00e1s, essa alternativa \u00e9 bem pequena se comparada \u00e0 infinidade de destinos percorridos por ele. Malvinas; Vietn\u00e3; a Guerra do Yon Kippur, em 1973; a Guiana Francesa de Papillon, livro e personagem ver\u00eddico que alentou Gomes na pris\u00e3o; em 1969, em Cabo Kennedy, no lan\u00e7amento do Homem \u00e0 Lua; enfim, pontos de chegada e de partida raros no jornalismo contempor\u00e2neo, sedado pela submiss\u00e3o crescente \u00e0s ag\u00eancias de not\u00edcias e seus conglomerados internacionais. Mas existe tamb\u00e9m espa\u00e7o para amenidades, viagens \u201c\u00e0 paisana\u201d, fora de trabalho, bem como um conte\u00fado diversificado das\u00a0suas notas at\u00e9 hoje no peri\u00f3dico Correio do Povo. Em 1995 foi lan\u00e7ado &#8216;Di\u00e1rio de um Rep\u00f3rter \u2013 50 anos sem medo&#8217; (Editora Mercado Aberto), o sexto livro do jornalista, de proposta quase igual ao &#8216;Di\u00e1rios&#8217;, mas que ficou de fora aqui por ser um livro de mem\u00f3rias, que traz a pr\u00e1tica de rep\u00f3rter como um dos ingredientes das 270 p\u00e1ginas. Nesse material, a \u00eanfase \u00e9 na vida do autor, e n\u00e3o apenas nas inquieta\u00e7\u00f5es de comunicador.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Compor as presentes linhas partiu da curiosidade necess\u00e1ria \u00e0 compreens\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de um profissional, mas entrar na guerrilha atrav\u00e9s das pechas, como foi dito antes, apregoadas pela consci\u00eancia f\u00e1cil e incriminadora. Ap\u00f3s um r\u00e1pido riso ao conhecer o ponto de partida que fora o programa na TV, juntei-me \u00e0 casamata do tempo para celebrar a iniciativa, a\u00ed sim, do personagem irrequieto, sem esquecer que os pr\u00f3prios temas redigidos por ele seriam novos em certas profundidades hist\u00f3ricas. N\u00e3o, os seis livros do guerrilheiro, que n\u00e3o \u00e9 vermelho, deixam a desejar se a an\u00e1lise parte para a busca de comp\u00eandios de Hist\u00f3ria ou de um manual de como fazer reportagem. O aditivo est\u00e1 na escrita f\u00e1cil, que n\u00e3o precisa ser leitor acad\u00eamico para traduzir os assuntos, e transform\u00e1-los em pe\u00e7as capazes de ajudar a entender a din\u00e2mica da sociedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u2022\u00a0\u2022\u00a0\u2022<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3793\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015n.jpg\" alt=\"24-08-2015n\" width=\"200\" height=\"209\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #000000;\">Seria justo faltar uma prosa com o protagonista e autor dos seis livros? Hummm, acho que n\u00e3o\u2026 Pensando nisso, al\u00e9m das constata\u00e7\u00f5es de quem a esta subscreve, o caminho natural seria mesmo encontrar com o \u201ccabra andejo\u201d, como poderia ser chamado o Guerrilheiro Alcaraz l\u00e1 no Nordeste, que ele visitara em 72, antes do desembarque na Amaz\u00f4nia.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #000000;\">Assim, localizamos o Fl\u00e1vio no seu habitat natural, no caso, a sede de um jornal \u2013 o Correio do Povo -, de onde est\u00e1 a emitir e dar continuidade ao seu trabalho, por mais que o tempo seja mano velho e j\u00e1 n\u00e3o estimule\u00a0tantas perip\u00e9cias e consumo de milhas a\u00e9reas. Aproveite, \u00e9 papo r\u00e1pido e rasteiro, mas bem especial!<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&gt; &gt; &gt;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>Ricardo Santos<\/strong>\u00a0<em>\u00c9 sabido que a partir de 44 o senhor come\u00e7ou a trabalhar com Comunica\u00e7\u00e3o, mas mesmo sendo correspondente internacional o seu primeiro livro veio apenas em 1967. Qual o motivo de iniciar no universo liter\u00e1rio ao lan\u00e7ar &#8216;Morrer por Israel&#8217;?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>Fl\u00e1vio Alcaraz Gomes<\/strong> Eu n\u00e3o tinha a ideia de escrever quando eu voltei da guerra. O \u00c9rico Ver\u00edssimo me convidou, ele e a mulher dele, Dona Mafalda, para irmos eu e a minha mulher, Maria Clara, \u00e0 casa dele. Ele pediu-me que contasse as experi\u00eancias que eu havia vivenciado, a\u00ed conversei longamente, ali pelas tantas ele diz: \u201cPor que tu n\u00e3o escreves um livro sobre isso?\u201d. Foi a\u00ed que surgiu a ideia e entrei em contato com a Editora Globo; fui para a praia \u2013 eu tinha uma casa na Atl\u00e2ntida \u2013 e em duas\u00a0semanas escrevi o &#8216;Morrer Por Israel&#8217;. Foi best-seller da Feira do Livro, foi um sucesso, contando as minhas experi\u00eancias e ilustrado com fotos que eu havia trazido de Israel e do Egito. O livro, inclusive, foi traduzido para o espanhol e fez sucesso na Argentina sob o t\u00edtulo de &#8216;Morir por Israel&#8217;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>E no segundo livro?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Em 1968 eu fui cobrir a confer\u00eancia da paz entre Estados Unidos e Vietn\u00e3, em Paris, e nessa oportunidade foi desencadeado o maior movimento revolucion\u00e1rio urbano do s\u00e9culo XX \u2013 os jovens estudantes, revoltados contra as institui\u00e7\u00f5es. Na volta, a Editora Globo me pediu para escrever um livro a respeito, pois eu tinha conseguido fotografias muito interessantes; foi escrito em tempo recorde tamb\u00e9m: 10 dias eu fiquei trancado na casa do meu pai, em Bel\u00e9m Novo (Porto Alegre\/RS), e saiu &#8216;A Rebeli\u00e3o dos Jovens &#8211; Paris, 1968&#8217;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>A\u00ed quatro anos depois, em 1972, o senhor contribui para a redescoberta da floresta amaz\u00f4nica!<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Ah, eu me encantei! Fui convidado para fazer uma cobertura dos trabalhos que o governo estava implementando, a partir de convite feito pelo atual presidente da Copesul, Lu\u00eds Fernando Cirne Lima, que era Ministro da Agricultura. Conhecer a Transamaz\u00f4nica, o processo de coloniza\u00e7\u00e3o que estava sendo feito por l\u00e1\u2026 Fui com o companheiro e um dos maiores fot\u00f3grafos que tivemos aqui na nossa imprensa, Santos Vidarte. Ficamos uns\u00a0dez\u00a0dias na Amaz\u00f4nia, e na volta, eu escrevi uma s\u00e9rie &#8216;Transamaz\u00f4nica&#8217;. Publiquei a s\u00e9rie de reportagens no Correio do Povo e reuni em livro, editado pela Sulina, intitulado &#8216;Transamaz\u00f4nica \u2013 A Redescoberta do Brasil&#8217;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Trazendo para hoje, por exemplo, que a gente sabe do interesse dos governos de tempos em tempos quererem erguer uma obra grandiosa, a Transamaz\u00f4nica da vez \u00e9 a transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco. O senhor, que viu e absorveu a ideia inicial da estrada nos anos 70, como \u00e9 que v\u00ea a perspectiva desse outro, que \u00e9 transpor o rio quando ele precisa mesmo, pelas agress\u00f5es, \u00e9 ser revitalizado?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Eu acho um projeto muito caro e n\u00e3o sei se o Brasil est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de enfrent\u00e1-lo, e n\u00e3o sei se ter\u00e1 os resultados almejados. \u00c9 isso a\u00ed, em poucas palavras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>E &#8216;Um Rep\u00f3rter na China&#8217;, em 1975?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Era uma dificuldade chegar, mas fui um dos primeiros a ir \u00e0 China. Depois da permiss\u00e3o, o Mao Ts\u00e9-Tung estava doente, o Chou-en-Lai tamb\u00e9m, eu fui a convite da Air France no voo inaugural feito para Pequim. Sa\u00edmos de Londres, cruzamos a calota polar, aterrissamos em T\u00f3quio e fomos a Shangai. Chegamos em Pequim, fomos para v\u00e1rias cidades do interior, entre elas Cant\u00e3o, e finalmente, Macau, Hong Kong, da\u00ed voltei para c\u00e1. A\u00ed tamb\u00e9m fiz uma longa s\u00e9rie de reportagens para o Correio do Povo e para um jornal de Bras\u00edlia, e a Editora Garatuja me pediu para que fech\u00e1ssemos num livro, que foi &#8216;Um Rep\u00f3rter na China&#8217;, em 1975.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>N\u00e3o ficou com receio de naquela \u00e9poca de ditadura ir at\u00e9 a China?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> N\u00e3o, mas fiquei foi encantado com a China.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>O atual avan\u00e7o chin\u00eas na economia internacional o surpreende?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Agora \u00e9 totalmente diferente, tornou-se capitalista. Eu encarava a China, apesar do regime comunista, como uma pureza. Gostei muito do que vi na China, isso consta no meu livro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Nos dois \u00faltimos livros o formato de di\u00e1rio foi o escolhido, apesar de um ser ligado ao seu momento no c\u00e1rcere, e o outro, a uma retrospectiva da carreira. Por que adotou essa linha nos dois mais recentes trabalhos?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Porque eu sempre fiz um di\u00e1rio. Tenho v\u00e1rias prateleiras da minha biblioteca com livros de capa dura com v\u00e1rias das minhas experi\u00eancias nas v\u00e1rias viagens que fiz. Na penitenci\u00e1ria, fiz um di\u00e1rio com todo o meu dia-a-dia mesmo, todo o tempo que permaneci l\u00e1. A\u00ed a L &amp; PM Editores, do Ivan Pinheiro Machado e do Paulo Lima, me pediu para que eu escrevesse um livro, e publiquei &#8216;Prisioneiro 39310&#8217; e n\u00e3o sei das quantas \u2013 &#8216;Profiss\u00e3o: Rep\u00f3rter&#8217;. Teve sete edi\u00e7\u00f5es consecutivas e foi um sucesso. At\u00e9 hoje recebi um e-mail sobre ele, olhe aqui: \u201cEstou procurando o livro \u2018Prisioneiro 39310 \u2013 Profiss\u00e3o: Rep\u00f3rter\u2019, do Fl\u00e1vio Alcaraz Gomes, e n\u00e3o o encontro nas livrarias aqui em Porto Alegre. Gostaria de saber se voc\u00eas saberiam me dizer uma forma de eu adquiri-lo&#8217;\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Observei nas leituras aqueles pratos nos intervalos das reportagens com outros jornalistas, nas suas viagens e, de repente, vi tamb\u00e9m aquele momento do fog\u00e3o de duas bocas no &#8216;Profiss\u00e3o: Rep\u00f3rter&#8217;. Sem falar da invers\u00e3o que a vida sofre num pequeno lapso, ent\u00e3o eu queria saber desde o Pato Laqueado de Pequim ao tal fog\u00e3o, o que passa pela cabe\u00e7a, ainda mais que o senhor tinha uma experi\u00eancia exitosa no profissional, ap\u00f3s a experi\u00eancia de um ano no c\u00e1rcere, o que alterou na sua percep\u00e7\u00e3o?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Tu mantendo o trabalho nada altera. Eu me proponho sempre a um regime de trabalho o dia inteiro. Como me proponho na liberdade ou na pris\u00e3o. Sempre trabalhando.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>E o mal-estar com um dos encarcerados? Li os livros na sequ\u00eancia e na hora das passagens da pen\u00faltima obra, eu pensei: \u201cOlha no que ele foi se meter!\u201d A vida me pareceu, outra vez, uma linha t\u00eanue\u2026<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Pois \u00e9. Eu tenho uns 30 e tantos volumes dessa oportunidade dos di\u00e1rios, talvez eu reedite, futuramente, com um t\u00edtulo do Dostoi\u00e9vski que eu gosto muito: &#8216;Memorial da Casa dos Mortos&#8217; (Nota do Autor: &#8216;Recorda\u00e7\u00f5es da Casa dos Mortos&#8217;). Te aconselho a leitura, se n\u00e3o lestes!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Est\u00e1 anotado. Ainda n\u00e3o tive a chance de conhec\u00ea-lo. Voltando ao &#8216;Morrer Por Israel&#8217;, n\u00e3o mudou muita coisa de l\u00e1 para c\u00e1?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Mudou, mudou. Eu achava que o povo israelense era muito mais idealista, muito mais pioneiro. Agora \u00e9 um conflito que n\u00e3o tem futuro e que vai se agravar cada vez mais. Aquele entusiasmo que eu tinha, perdi. A situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito dif\u00edcil. Foi uma opera\u00e7\u00e3o fulgurante, uma guerra de seis dias. Agora, h\u00e1 quantos anos est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o, se matando, tipo no Iraque? Infelizmente ser\u00e1 assim\u2026<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>O quanto de fic\u00e7\u00e3o teve nos seus t\u00edtulos? Notei que o primeiro foi o que teve maior incid\u00eancia, enquanto os seguintes descreviam mais o que estava sendo visto\u2026<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Acho muito apropriado o lema do E\u00e7a de Queir\u00f3s, no seu livro que eu te aconselho a ler tamb\u00e9m, &#8216;A Rel\u00edquia&#8217;. Ele abre o livro \u201csobre a nudez forte da verdade, o manto di\u00e1fano da fantasia\u201d. Misturei fic\u00e7\u00e3o com a realidade, se bem que \u00e9 como tu disses, tem alguma coisa de fic\u00e7\u00e3o no primeiro livro, nos outros \u00e9 o momento do momento, n\u00e3o tem fantasia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Sobre o v\u00eddeo, eu queria uma opini\u00e3o!<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Tu vistes o v\u00eddeo? T\u00e1 muito bonito! A equipe da Ulbra \u00e9 maravilhosa, o Ferraretto \u00e9 um grande mestre, tanto que eu estou aproveitando ele aqui, ainda hoje participou do nosso programa. Um cara preparado, culto, humilde, e \u00e9 isso que falta na profiss\u00e3o. Ainda ontem eu estava dizendo na televis\u00e3o e repeti hoje no r\u00e1dio: \u201cum ensaio da revista Times, que eu gosto muito, \u00e9 muito ver\u00eddico ao dizer que \u2018n\u00e3o h\u00e1 maior concentra\u00e7\u00e3o de prepot\u00eancia por metro quadrado do que na reda\u00e7\u00e3o de jornal, r\u00e1dio ou televis\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 ambiente de maior prepot\u00eancia&#8217;\u201d. Ent\u00e3o, jornalistas, como disse o Rubem Braga, \u201csejamos humildes, colegas\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>\u00c9 da\u00ed que vem a concep\u00e7\u00e3o do &#8216;Guerrilheiro da Not\u00edcia&#8217;?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Quando com 60 anos de idade, resolvi sair da R\u00e1dio Ga\u00facha e vim para c\u00e1 com os mesmos 60 anos. Me demiti, tentei uma nova oportunidade. A\u00ed pensei: vou brigar com aquele imp\u00e9rio? Lembrei-me de um n\u00famero, acho que da Shell, \u201cQuem n\u00e3o \u00e9 o maior, tem que ser o melhor\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Esso!<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>FAG<\/strong> Isso mesmo, era da Esso: \u201cQuem n\u00e3o \u00e9 o maior, tem que ser o melhor!\u201d. Na guerra, quem \u00e9 que vence? O ex\u00e9rcito mais forte. Eu n\u00e3o tenho ex\u00e9rcito, e como vou enfrentar? Com a guerrilha. A\u00ed ficou &#8216;Os Guerrilheiros da Not\u00edcia&#8217;, at\u00e9 registrei o t\u00edtulo!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u2022\u00a0\u2022\u00a0\u2022<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3794\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/24-08-2015o.jpg\" alt=\"24-08-2015o\" width=\"150\" height=\"215\" \/><\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #000000;\">Aqui \u00e9 a vez do professor Luiz Artur Ferraretto, atualmente professor na Ulbra, que foi trazido a esta mat\u00e9ria gra\u00e7as ao v\u00eddeo dirigido pelo pr\u00f3prio, uma homenagem ao Guerrilheiro\u2026 Junto \u00e0 turma de monitores e profissionais do audiovisual, destrinchou boletins, sonoras, livros, imagens raras (outras nem tanto), tudo a ilustrar um pouco do vasto itiner\u00e1rio percorrido pelo Fl\u00e1vio.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #000000;\">Na conversa, ele aproveita e apresenta o CPA, os bastidores do feitio do document\u00e1rio, incluindo uma opini\u00e3o acerca dos Fl\u00e1vios de ontem e os de hoje \u2013 dos comunicadores e estudantes de outrora e dos contempor\u00e2neos dias neoliberais.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&gt; &gt; &gt;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>Ricardo Santos<\/strong>\u00a0<em>Poder\u00edamos come\u00e7ar a partir da apresenta\u00e7\u00e3o do que seja o CPA\u2026<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>Luiz Artur Ferraretto<\/strong>\u00a0Bom, o CPA \u00e9 o Centro de Produ\u00e7\u00e3o Audiovisual da universidade, ele tem duas caracter\u00edsticas b\u00e1sicas: atende os estudantes, \u00e9 um conjunto de laborat\u00f3rios nas \u00e1reas de \u00e1udio, v\u00eddeo e fotografia, e ao mesmo tempo, ele tem um n\u00facleo de produ\u00e7\u00e3o que atende \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo institucional da Ulbra. Ent\u00e3o n\u00f3s damos suporte a uma s\u00e9rie de atividades como n\u00facleo de produ\u00e7\u00e3o sem interferir na parte acad\u00eamica. Fazemos suporte, por exemplo, para a Ulbra TV, produzindo v\u00eddeos envolvendo temas para a \u00e1rea comercial da institui\u00e7\u00e3o\u2026 Enfim, ajuda na produ\u00e7\u00e3o de comerciais, essas coisas assim. Nesse n\u00facleo de produ\u00e7\u00e3o n\u00f3s temos uma jornalista respons\u00e1vel, Vera M\u00e9ndez, que \u00e9 coordenadora do CPA tamb\u00e9m.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>E a estrutura do Centro, de que forma \u00e9 composta?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> Al\u00e9m de Vera, n\u00f3s temos mais um jornalista, temos um t\u00e9cnico de computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica e um editor de p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o. E quatro monitores \u2013 quatro alunos que trabalham ali, atualmente tr\u00eas de Comunica\u00e7\u00e3o, provavelmente do curso de Jornalismo, mais um do curso tecnol\u00f3gico em r\u00e1dio. Fora isso, no atendimento aos alunos a gente compartilha essas t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, e o restante, a gente tem dois operadores de \u00e1udio, sonoplastas; dois t\u00e9cnicos laboratoristas de fotografia, dois cinegrafistas e dois editores de v\u00eddeo. Temos um est\u00fadio de TV, dois est\u00fadios de fotografia, dois laborat\u00f3rios fotogr\u00e1ficos, tr\u00eas est\u00fadios de \u00e1udio e um laborat\u00f3rio de edi\u00e7\u00e3o multim\u00eddia. Essa \u00e9 a estrutura do setor. Os nossos funcion\u00e1rios s\u00e3o todos de mercado. N\u00f3s, especificamente, s\u00f3 trabalhamos com pessoas de mercado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Quando aparece o Canal Web?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> A gente tinha um circuito interno de TV no campus\u2026 Passei a administrar esse setor, que na \u00e9poca se chamava Telecentro, em julho de 96, e j\u00e1 havia esse circuito interno. Para esse circuito a gente produzia material de aluno, tocava clipe, e tinha um sistema de teletexto. Em junho de 2000 colocamos esse circuito interno de TV na internet e transformamos na Ulbra Web TV, que era a ideia de ser mais um instrumento de divulga\u00e7\u00e3o dos trabalhos dos alunos na universidade, uma esp\u00e9cie de auxiliar do que estava sendo feito pela Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Ulbra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Com o surgimento da TV da Ulbra em canal UHF, isso a\u00ed perdeu o sentido, ent\u00e3o n\u00f3s deslocamos ele\u2026 V\u00ednhamos fazendo umas experi\u00eancias n\u00e3o no sentido de ter uma r\u00e1dio na internet, mas pequenas experi\u00eancias de colocar alguns programas de r\u00e1dio. Por exemplo, uma \u00e9poca eu dava aula na cadeira T\u00e9cnicas de R\u00e1dio II, hoje Radiojornalismo II, e meus alunos faziam uns programas com entrevistas e reportagens, da\u00ed coloc\u00e1vamos ao vivo. Como tinha \u00e1udio e tinha v\u00eddeo, a gente n\u00e3o podia chamar de r\u00e1dio na web, nem de TV. Ent\u00e3o n\u00e3o sab\u00edamos o que fazer, na realidade. E tem outra coisa, na \u00e9poca eu era gerente do Centro de Produ\u00e7\u00e3o Audiovisual (CPA) e a gente come\u00e7ou a formatar o Canal Web da Ulbra, come\u00e7amos a fazer as experi\u00eancias \u2013 na verdade, como professor, o \u00fanico que estava fazendo isso era eu na minha disciplina. Ningu\u00e9m mais topava, e a\u00ed por um acaso do destino, eu virei diretor do curso de Comunica\u00e7\u00e3o Social, no ano passado. A\u00ed o Canal Web, que era quase uma brincadeira, porque n\u00e3o funcionava direito, no m\u00e1ximo a gente estava solto no ar, sem liga\u00e7\u00e3o direta com algum curso, pegamos um monitor que vinha trabalhando na produ\u00e7\u00e3o, um aluno, trabalhando na produ\u00e7\u00e3o musical, ent\u00e3o botamos programa\u00e7\u00e3o 24h. Vi uma experi\u00eancia numa universidade paulista, em Bauru, e achei interessante, conseguimos alguns softwares free por indica\u00e7\u00e3o do pessoal de l\u00e1. Baixamos os softwares e come\u00e7amos a trabalhar. Como eu era o diretor do curso, tornei oficial o projeto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Baixou um decreto!<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> \u00c9, baixei um decreto e comecei a trazer professores para a gente montar a cara do canal. No primeiro semestre desse ano come\u00e7amos, efetivamente, a transmitir, fizemos a programa\u00e7\u00e3o, uma atividade da Ag\u00eancia Experimental de Comunica\u00e7\u00e3o integrada \u00e0 oficina de r\u00e1dio. A gente tem de mesclar doutor e mestre com gente que est\u00e1 no mercado. A\u00ed conseguimos formatar a programa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no Canal Web hoje, que \u00e9 basicamente de programas semanais dentro da oficina de r\u00e1dio, est\u00e1 por entrar um programa de debates que vai ser produzido pelos monitores do CPA\u2026 Tem uma programa\u00e7\u00e3o, por entrar em dias, feita pelo pessoal da oficina de televis\u00e3o e um telejornal, de in\u00edcio, quinzenal, que vai ser repetido todos os dias no mesmo hor\u00e1rio. E com o pessoal de Radiojornalismo, que faz notici\u00e1rio a cada aula.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>O que s\u00e3o aqueles v\u00eddeos que est\u00e3o no site?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> Ali tem 3 ou 4 tipos diferentes, t\u00e1? Tem institucionais, trabalhos de alunos, normalmente ex-monitores do CPA, pois a gente sempre deu o espa\u00e7o para o cara assim: \u00e9 do interesse da universidade em divulgar, \u00e9 interesse do aluno em aprender, ent\u00e3o abrimos espa\u00e7os para quem queira fazer\u2026 Em hor\u00e1rio livre e tal. Tem alguns v\u00eddeos institucionais, os v\u00eddeos que concorreram em Gramado \u2013 uns venceram, outros n\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Esse, &#8216;Itiner\u00e1rios de um Rep\u00f3rter&#8217;, \u00e9 o seguinte: eu sou professor do curso e respons\u00e1vel pelo laborat\u00f3rio h\u00e1 10 anos. Estava fazendo o meu doutorado na UFRGS e fui pesquisar no acervo da Caldas J\u00fanior sobre um narrador esportivo, o Pedro Carneiro Pereira. S\u00f3 que a\u00ed, tch\u00ea, eu me dou conta de que ia fechar tamb\u00e9m em 3 ou 4 meses os 30 anos da morte do Pedro. Conversei com o Otto (Bede), t\u00e9cnico de \u00e1udio, e ele disse que devia fazer um v\u00eddeo para concorrer em Gramado, no Gramado Cine V\u00eddeo. Falei com os alunos, eles ficaram meio assim: \u201cP\u00f4, quem \u00e9 esse cara?\u00a0A gente nunca ouviu falar\u201d, e isso \u00e9 um problema da gera\u00e7\u00e3o atual, desconhecimento total e desinteresse para mexer com a Hist\u00f3ria, com a Cultura, alguma coisa que v\u00e1 al\u00e9m do moment\u00e2neo. Mas a gente convenceu, come\u00e7aram a se envolver. S\u00f3 que n\u00e3o conseguimos aprontar o v\u00eddeo em outubro. Terminamos em mar\u00e7o do ano seguinte! Distribu\u00edmos entre os jornalistas, botamos para baixar na internet, mostramos o v\u00eddeo e convenci os caras que d\u00e1 para fazer, mesmo n\u00e3o tendo sido eu que fiz o projeto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A\u00ed surge a TV da universidade e perdi todos os caras que trabalhavam comigo naquele tempo, essa gurizada foi toda aproveitada para a TV da Ulbra, e os que n\u00e3o foram aproveitados na Ulbra foram para outros canais de TV, ent\u00e3o tive uma mudan\u00e7a no quadro. Ent\u00e3o fomos eu e os meus alunos no programa do Fl\u00e1vio (Alcaraz Gomes) para falarmos sobre o document\u00e1rio do Pedrinho, era o momento de pedir ao Fl\u00e1vio para fazer o pr\u00f3ximo v\u00eddeo com ele. T\u00e1. Acontece que os meus alunos sa\u00edram, a TVCom fez um programa &#8216;Hist\u00f3rias&#8217; com o C\u00e2ndido (Norberto) e a\u00ed pensei assim: conversaremos n\u00f3s aqui e com a universidade para n\u00e3o perdermos a oportunidade de fazermos o document\u00e1rio do Fl\u00e1vio. Agora tem uma emissora de TV e o m\u00e1ximo que a gente pode fazer \u00e9 passar na emissora da Ulbra, botarmos nossos alunos para um trabalho em fun\u00e7\u00f5es auxiliares, e vamos fazer! Tinha que optar entre o C\u00e2ndido e o Fl\u00e1vio, e como sobre o C\u00e2ndido tinha sa\u00eddo um recentemente, t\u00e1, vamos fazer o do Fl\u00e1vio. Come\u00e7amos a produzir em dezembro de 2005. Fizemos uma primeira entrevista, num calor infernal, e a gente n\u00e3o podia deixar o ar-condicionado ligado por causa do barulho. A gente ligava o ar, desligava um pouco, tornava a ligar\u2026 Fizemos em duas tardes: numa tarde, quinze dias depois, outra; um ano depois tivemos que gravar um outro peda\u00e7o, porque n\u00e3o fechava com a parte que ele vai para as Malvinas; levamos dois anos para produzir o v\u00eddeo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Os direitos sobre as imagens foram f\u00e1ceis de ser adquiridos?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> Pegamos tudo no arquivo da TVE-RS, TV Gua\u00edba\u2026<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>T\u00eam os boletins do r\u00e1dio tamb\u00e9m\u2026<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> Sim, os de r\u00e1dio n\u00e3o foram t\u00e3o f\u00e1ceis, em alguns casos. Mais dif\u00edcil foi conseguir a grava\u00e7\u00e3o daquele trecho da pris\u00e3o, pois nem o Fl\u00e1vio tinha. Tem umas imagens do zepellin que n\u00e3o existem, \u00e9 uma foto que a gente animou, inclusive, tch\u00ea, tem imagens que a gente n\u00e3o usou. Fora os aspectos t\u00e9cnicos, tem o pessoal, eu estava terminando o doutorado, n\u00e3o tinha tempo de sentar com o editor para que o v\u00eddeo fosse fechado\u2026 Mas tem outra coisa: pegamos o neto do Fl\u00e1vio, arrumamos a roupinha, e bah, onde que a gente vai gravar o Fl\u00e1vio correndo para ver o zepellin? Ali \u00e9 a Travessa dos Venezianos, e a\u00ed corta de frente para ele num pr\u00e9dio na Santo Antonio, a\u00ed eu queria um canto no Bom Fim de pr\u00e9dios antigos para passar em computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica o zepellin. S\u00f3 sei que fizemos dezenas de vezes. O nome do v\u00eddeo era pra ser &#8216;Eu Vi a Guerra&#8217;, mas assim seria s\u00f3 uma parte da vida do Fl\u00e1vio, portanto ia ser mais curto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Os guris coloriram quadro a quadro, s\u00f3 que levaram nisso uma semana, tirando a cor ou colocando. Levam duas semanas tirando a cor, s\u00f3 que o efeito n\u00e3o ficou bom, a gente n\u00e3o tinha software para isso e a\u00ed n\u00e3o insistimos. Imagens da TVE, fotografias animadas e ali era para ter, no in\u00edcio, a imagem do guri olhando para cima e passando o zepellin, ent\u00e3o n\u00f3s fizemos umas quinhentas imagens e esse guri passou umas tr\u00eas tardes com o pessoal da produ\u00e7\u00e3o \u2013 o Flavinho com a m\u00e3e, fazendo a imagem que ia ser usada com o zepellin. T\u00ednhamos que cuidar se o c\u00e9u estava bem azul, coisas assim\u2026 Foi ent\u00e3o que veio a ideia do itiner\u00e1rios mesmo, do tracejado e a\u00ed tinha problemas como: quem a gente vai colocar na locu\u00e7\u00e3o? Como \u00e9 que vai arrumar isso? Chegamos a pensar em fazer como se fosse um causo, mas n\u00e3o teria a ver, o Fl\u00e1vio n\u00e3o \u00e9 gauchesco. A\u00ed pegamos o Paix\u00e3o C\u00f4rtes, porque ele \u00e9 amigo do Fl\u00e1vio e a voz ficava o equivalente ao causo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Como a gente n\u00e3o tinha muitas imagens, at\u00e9 por n\u00e3o ser uma emissora de TV, n\u00e3o ter acervo de imagens, tivemos que contar com a TVE-RS, TV Gua\u00edba e com muito amor na libera\u00e7\u00e3o das coisas, e outras coisas mais no grito, no acaso, como o acesso a document\u00e1rios produzidos pelo Governo de Israel sobre as guerras, ent\u00e3o conseguimos essas imagens. Mas tudo citado no v\u00eddeo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>E as locu\u00e7\u00f5es?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> As locu\u00e7\u00f5es a gente usou para pontuar, na realidade, o document\u00e1rio \u00e9 uma entrevista cheia de grava\u00e7\u00f5es de \u00e9poca, e para botar o m\u00ednimo de locu\u00e7\u00e3o, que ia nos obrigar a ter imagens para cobrir e as imagens seriam as mesmas, n\u00f3s usamos um artif\u00edcio\u2026<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Os mapas!!!<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> Isso, os mapas, os itiner\u00e1rios todos em mapas como vinhetas, al\u00e9m dos notici\u00e1rios. Ent\u00e3o a gente cuida quando o Fl\u00e1vio t\u00e1 na Ga\u00facha, os notici\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o da Ga\u00facha, s\u00e3o refeitos como se fossem, o locutor \u00e9 o noticiarista da \u00e9poca; quando o Fl\u00e1vio t\u00e1 na Gua\u00edba, os textos s\u00e3o lidos pelo Milton Jung, e cuidamos para que fossem os textos exatamente do per\u00edodo em que Jung era o titular do &#8216;Correspondente Gua\u00edba&#8217;, n\u00e3o tem nenhum texto antes de 61, que foi quando ele assume.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Aquela locu\u00e7\u00e3o do Get\u00falio tamb\u00e9m?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> N\u00e3o, a\u00ed n\u00f3s temos dois: o Lauro Hagemann, fazendo o &#8216;Rep\u00f3rter Esso&#8217;, e usamos um trecho de um document\u00e1rio da R\u00e1dio Nacional sobre o Rep\u00f3rter Esso. Teve tamb\u00e9m um trecho do Heron Domingues como se ele estivesse lendo v\u00e1rias not\u00edcias sobre a II Guerra Mundial, a\u00ed cobrimos com imagens da guerra. Depois a gente usa um trecho do Silvino Neto lendo a carta-testamento do Get\u00falio. Silvino Neto \u00e9 o pai do Paulo Silvino; Silvino fazia, fora um personagem que era o Pimpinela, famoso no r\u00e1dio da \u00e9poca, imita\u00e7\u00f5es do Get\u00falio com perfei\u00e7\u00e3o para debochar\u2026 Claro, quando o Get\u00falio morreu aproveitaram e gravaram a carta-testamento com a voz do Silvino. \u00c9 uma coisa meio sobrenatural. E essa grava\u00e7\u00e3o, nesse per\u00edodo em que a gente estava produzindo o material do Pedrinho, veio quando estive num congresso com pessoas que pertenciam ao N\u00facleo de Pesquisa em R\u00e1dio e M\u00eddia Sonora, da Intercom, especificamente sobre Get\u00falio Vargas e o r\u00e1dio. Cada um levou as grava\u00e7\u00f5es que tinha, saiu um livro com dois cd&#8217;s, e uma colega do Rio levou essa grava\u00e7\u00e3o. Todo mundo ficou surpreso com a voz do Get\u00falio, um tro\u00e7o gozado\u2026 Acho que foi o Luciano Kl\u00f6ckner, que tamb\u00e9m est\u00e1 no livro, que chegou a perguntar para ela: \u201cEm que sess\u00e3o esp\u00edrita tu fostes para conseguir isso?\u201d. A gente usou e o grande lema desse v\u00eddeo \u00e9 tu contar a Hist\u00f3ria para um p\u00fablico que normalmente acha um saco, h\u00e1 uma diferen\u00e7a muito grande entre o aluno de hoje e o dos anos 70, infelizmente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Como os alunos recepcionaram o v\u00eddeo?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> N\u00f3s mostramos esse v\u00eddeo, antes de finalizado, antes de dizermos \u201c\u00e9 esse\u201d. Acabou sendo a definitiva, mas a gente n\u00e3o tinha certeza disso. Ah, trocamos apenas uma trilha, pois alunos entenderam que a trilha ali na passagem da Copa do Mundo da Inglaterra era para lembrar a Inglaterra, e segundo eles, lembrou a Fran\u00e7a, ent\u00e3o n\u00f3s trocamos. Mas mostramos para duas turmas de Fundamentos de Comunica\u00e7\u00e3o, e olha, levantou um ou outro aluno da turma de um total de 100 alunos durante os 50 minutos, coincidindo com o hor\u00e1rio de intervalo. Ent\u00e3o, p\u00f4, esse v\u00eddeo est\u00e1 legal. Passamos tamb\u00e9m em recep\u00e7\u00e3o de calouros, tranquilo\u2026 E n\u00f3s tivemos um retorno muito grande porque enviamos 40 c\u00f3pias para jornalistas e recebemos diversos e-mails.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A gente passou um dia na TV da Ulbra, inscrevemos num festival de v\u00eddeo universit\u00e1rio de Gramado como Produ\u00e7\u00e3o de TV, porque a gente produz normalmente para a TV da Ulbra, e n\u00e3o foi classificado, para a minha surpresa. N\u00e3o sei se \u00e9 reflexo de hoje ou porque o festival \u00e9 mais voltado para quest\u00f5es de responsabilidade social, embora o que se viveu seja uma forma de responsabilidade tamb\u00e9m. Goste ou n\u00e3o do Fl\u00e1vio Alcaraz Gomes, ache que ele \u00e9 de direita ou n\u00e3o, pensem que ele \u00e9 isso ou aquilo, \u00e9 um relato sincero dele, pois a maior parte do tempo \u00e9 ele falando, e ele n\u00e3o tem papas na l\u00edngua para falar sobre as coisas que ele se envolveu positiva ou negativamente. Eu acho que, nesse aspecto, o Fl\u00e1vio \u00e9 um cara de coragem. Eu n\u00e3o defendo as mesmas posi\u00e7\u00f5es que ele, mas admiro o Fl\u00e1vio porque ele \u00e9 hist\u00f3ria do jornalismo no Rio Grande do Sul, e \u00e9, provavelmente, o jornalista mais importante no jornalismo daqui, a partir da segunda metade do s\u00e9culo XX.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>E o Guerrilheiro, o que disse sobre o &#8216;Itiner\u00e1rios&#8217;? E a sua experi\u00eancia na dire\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> Uma coisa importante que se diga: o Fl\u00e1vio n\u00e3o teve interfer\u00eancia alguma na produ\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo. Ele n\u00e3o quis ter, eu quis mostrar uma parte mais complicada, queria a opini\u00e3o dele em algumas partes, e ele: \u201cN\u00e3o, me mostra s\u00f3 quando tiver todo ele pronto\u201d. E quando estava pronto, ele chorou, ficou emocionado. N\u00f3s fomos l\u00e1 na casa dele quase 2 anos depois de ter produzido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Agora eu vou dizer uma coisa, tch\u00ea, da minha experi\u00eancia com tr\u00eas produ\u00e7\u00f5es, na realidade, duas eu interferi diretamente, que foram os v\u00eddeos do Pedro e do Fl\u00e1vio, esse do Fl\u00e1vio eu fiz o v\u00eddeo; no do Pedro eu s\u00f3 auxiliei, nesse os guris da equipe fizeram 90% da edi\u00e7\u00e3o. Edi\u00e7\u00e3o que eu digo \u00e9 a montagem! Mais a experi\u00eancia de acompanhar o v\u00eddeo sobre o Carlos Nobre. Eu te digo que temos um problema cultural muito s\u00e9rio no Brasil. Eu n\u00e3o sei, estou escrevendo agora sobre a mudan\u00e7a dos h\u00e1bitos de escuta e o empobrecimento do r\u00e1dio reduzido exclusivamente a falar, s\u00f3 falar, pois aquilo que cria outras mensagens e outras coisas na tua cabe\u00e7a foi reduzido a nada, e se tu aplica isso ao jornal, por exemplo, o jornal est\u00e1 reduzido a poucas palavras. A gente caiu na bobagem do light, do paz e amor, do querer fugir a confrontos. Todo mundo aceita todo mundo e n\u00e3o toma posi\u00e7\u00e3o, o que est\u00e1 acontecendo nas salas de aula desse pa\u00eds \u00e9 reflexo de tantos anos de ditadura militar, reflexo de um sistema educacional completamente absurdo, chega na universidade e o aluno n\u00e3o sabe nem interpreta\u00e7\u00e3o de texto. O pavor que existe hoje \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o de texto, \u00e9 a prova de Hist\u00f3ria, a prova de Geografia, no meu tempo era a de Matem\u00e1tica, F\u00edsica, e j\u00e1 era um absurdo. Agora o problema todo \u00e9 se o cara sabe ler, tem dificuldade de interpretar, se a sociedade a todo momento cobra dele \u201co momento\u201d, s\u00f3 aquele instante e n\u00e3o o percurso para se chegar \u00e0quele instante, a gente n\u00e3o tem estudantes se interessando por Hist\u00f3ria, por uma coisa que v\u00e1 al\u00e9m do expl\u00edcito. \u00c9 isso que estamos vivendo. E a internet est\u00e1 ajudando tamb\u00e9m, ao mesmo tempo em que est\u00e1 ajudando \u00e0 simplifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Qualquer coisa, deleta!<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> \u00c9, copiar e colar. Outro dia um aluno meu estava trabalhando, e eu trabalho dando aula de reda\u00e7\u00e3o h\u00e1 uns 10, 12 anos, sempre da mesma forma: o cara pega o jornal do dia e tem de transformar o jornal do dia num texto de r\u00e1dio. \u00c9 o primeiro exerc\u00edcio que eu fa\u00e7o. Para a minha surpresa, \u00e9 que, gradativamente, o jornal est\u00e1 pior e o meu aluno tem cada vez mais dificuldades em achar uma not\u00edcia no meio daquela confus\u00e3o toda. Outro dia uma aluna pega uma not\u00edcia no principal jornal do Estado, que dizia sobre uma doen\u00e7a, um problema com a doen\u00e7a\u2026 E que doen\u00e7a? Teve que ir \u00e0 internet para descobrir\u2026<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>RS<\/strong>\u00a0<em>Descobriu atrav\u00e9s dos sintomas?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3445\" src=\"http:\/\/aluzerna.com.br\/wp-content\/uploads\/A_Luzerna_Falas.gif\" alt=\"A_Luzerna_Falas\" width=\"13\" height=\"13\" \/>\u00a0<strong>LAF<\/strong> N\u00e3o, pelo nome da entidade. Eram mais interpreta\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas que n\u00e3o diziam o nome da doen\u00e7a. Era febre aftosa, acho. E a surpresa dela: \u201cOlha aqui, Ferraretto, o texto \u00e9 o mesmo da entidade, s\u00f3 fizeram copiar e colar\u2026 Ou do site ou do release que possa ter recebido\u201d\u2026 Tem um filme brasileiro que eu acho interessante, chamado &#8216;O Pr\u00edncipe&#8217;, que fala sobre um sujeito na \u00e9poca da ditadura, que se auto-exila na Fran\u00e7a, volta para o Brasil e vai reencontrar o pa\u00eds transformado, as pessoas se preocupando em fazer gin\u00e1stica, exercitar os m\u00fasculos e n\u00e3o exercitar o c\u00e9rebro. Ele encontra um colega jornalista que ainda bebe e fuma, porque hoje em dia \u00e9 \u201cproibido\u201d, o cara n\u00e3o pode se envenenar com fuma\u00e7a de cigarro, mas pode se envenenar com o stress, produtos light, ado\u00e7antes cancer\u00edgenos que s\u00e3o uma barbaridade, com as gorduras trans e n\u00e3o sei mais o qu\u00ea\u2026 E o cara diz: o Jornalismo virou Colunismo Social! E os blogs a\u00ed por toda as partes, os programas de r\u00e1dio, de TV, puro colunismo social, tch\u00ea, isso reflete no aluno da faculdade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Texto<\/span> + <span style=\"text-decoration: underline;\">Imagem\/Abertura<\/span>: <em>Ricardo S.<\/em><br \/>\n<span style=\"text-decoration: underline;\">Imagens\/Obras<\/span>:<em> Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n(<em>Publicado originalmente em 2006<\/em>)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuem \u00e9 que est\u00e1 fazendo pesadelos na cabe\u00e7a do s\u00e9culo?\u201d Tom Z\u00e9 cantarola a indaga\u00e7\u00e3o na m\u00fasica &#8216;A bab\u00e1&#8217; desde 1972, quando lan\u00e7ou o \u00e1lbum &#8216;Se o caso \u00e9 chorar&#8217;, mas se a d\u00favida do tropicalista era em rela\u00e7\u00e3o ao s\u00e9culo XX, por exemplo, toda a sua inquietude poderia ganhar um sopro de amenidade se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3266,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-2210","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportes"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/aluzerna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/aluzerna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/aluzerna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/aluzerna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/aluzerna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2210"}],"version-history":[{"count":8,"href":"http:\/\/aluzerna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2210\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9087,"href":"http:\/\/aluzerna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2210\/revisions\/9087"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/aluzerna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3266"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/aluzerna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/aluzerna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/aluzerna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}